Um dia destes um professor lá da escola virou-se para mim e
disse-me: “Existe um concurso a nível europeu que consiste a demonstrar como as
competências tecnológicas podem promover o desenvolvimento dos alunos, gostava
muito que tu participasses”. Quando um professor nos diz isto o que é que se
pensa? Bem, a ideia ficou por aqui a passear de neurónio em neurónio e depois
de muito pensar decidi ir até ao site da E-Skills Week 2012 e ver o separador
do Projeto Paixão, começo a olhar para os prémios e eles eram interessantes,
mas pensei, “Fazer um trabalho escrito sobre E-Skills só para ganhar isto? Não
me parece, vai tornar-se maçador para quem o for ler”, continuei a ler as
regras do Projeto e os meus olhos bateram exatamente na primeira categoria do
concurso, aquela em que se tinha de explicar como as E-skills podem ajudar a
sociedade e os alunos ao mesmo tempo, mas para meu espanto podia ser feito em vídeo,
claro que a ideia do trabalho escrito ficou logo por ali e os neurónios
começaram logo a ter um monte de ideias ao mesmo tempo.
No fim
do brainstorming, apaixonei-me pela ideia de explicar a todos como a tecnologia
pode resolver problemas da sociedade e dos alunos. Foi aí que decidi pegar nos vídeos
feitos pelos meus colegas e por mim nas aulas de Área de Projeto e nas tarde do
Núcleo de Robótica e mostrar como todos aqueles projetos que solucionavam
problemas como a morte súbita de bebés, a incapacidade de um invisual conduzir,
a atrapalhação de alguns idosos com os medicamentos, a dificuldade em encontrar
vitimas em escombros e a dificuldade em detetar fogos, também podiam ajudar
todos os alunos que se empenharam em solucionar estes problemas a solucionar os
seus problemas com disciplinas como a Matemática e a Física. A decisão ficou
tomada, o projeto será pegar em todos esses vídeos, mete-los numa cartola como as
dos ilusionistas e transformá-los num único vídeo onde todos os mistérios destes
projetos serão desvendados, mas apenas um bom ilusionista conseguirá fazer uma
boa magia e retirar um grande filme da cartola.
A caminhada continua...
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